"Nunca deixo de ter em mente que o simples fato de existir já é divertido."


domingo, 30 de agosto de 2009

Un dia especial






Hoy la tierra y los cielos me sonríen;
hoy llega al fondo de mi alma el sol;
hoy la he visto.., la he visto y me ha mirado...


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Eliana Guedes

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Palavras sempre ficam...

Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escreves que me amas, acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreves sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Mas se a descreve no papel, o seu peso será menor...

Assim são as palavras escritas: possuem um magnestismo especial, libertam, acalentam, invocam emoções. Elas possuem a capacidade de em poucos minutos cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis. Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações.

Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos que a lerem.
Viva o amor com palavras faladas e escritas.
Mate saudades, peça perdão, aproxime-se.
Recupere o tempo perdido, insinue-se.
Alegre alguém, ofereça um simples "Bom dia".
Faça um carinho especial.
Use a palavra a todo instante, de todas as maneiras.
Sua força é imensurável.
Lembre-se sempre do poder das palavras.

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Eliana Guedes

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Segundo Ciclo da Quimioterapia

Foto 12/08 - Momento da quimioterapia


Esta foi um semana de fases. Começou com o catéter que sinceramente me assustou. Me deixou desorientada, sem rumo, me senti feia, impotente. Na quarta-feira começei o segundo ciclo, o bom foi que minha mãe me acompanhou e não fui só. As plaquetas e os glóbulos vermelhos baixaram um pouco, mas tudo dentro do esperado.

A medicação segue a mesma do primeiro ciclo:

- Etoposido: 155 mgrs V/intravenosa
Nos dias 12, 13 e 14 de agosto

- Adriamicina: 40 mgrs V/intravenosa
No dia 12 de agosto

- Vincrisul: 2 mgrs V/intravenosa
No dia 12 de agosto

- Genoxal: 1000 mgrs V/intravenosa
No dia 12 de agosto

- Bleomicina: 20 mgrs V/intravenosa
No dia 12 e 19 de agosto

- Procarbacina: 150 mgrs V/oral
De 12 a 18 de agosto

- Prednisona: 60 mgrs V/oral
De 12 a 25 de agosto

Na próxima quarta-feira é a última parte da quimio intravenosa deste ciclo e dou a continuidade na medicação oral até 25 de agosto. Além dos medicamentos da quimioterapia continuo tomando: Omeprazol (para o estômago), Zyloric (para eliminar o ácido úrico) e Septrin (antibiótico para manter as plaquetas). O próximo ciclo irá começar em 02 de setembro.


Graças a Deus não estou tendo tantas naúseas, recuperei meu peso normal (53 quilos). Quinta e sexta-feira passei muito bem, no sábado e domingo tive uma recaída, cansaço físico, mal-estar, dores. Hoje, pelo menos por enquanto estou me sentindo bem. Já fui ao médico pedir a receita dos medicamentos e uma ambulância para me levar na próxima quimio. Estou me alimentando muito bem, 4 refeições ao dia, o cardápio não muda muito, não tenho ganas de variar. Normalmente as refeicões são:

Café da manhã: leite com chocolate e três madalenas;

Almoço: Primeiro prato: Gaspacho (comida espanhola de verão)
Segundo prato: Arroz sempre acompanhado de um verdura e ovos mexidos;
Sobremesa: Frutas de época (melância, melão, paraguaya, ameixa, maça e figo) ou sorvete (creme ou chocolate).


Merenda: Frutas ou sorvete.

Jantar: Primeiro prato: Gaspacho (comida espanhola de verão) ;
Segundo prato: Arroz com verduras e frango.

Fora isto, continuo com o vício de tomar coca-cola, sempre bem geladinha e se possível com limão e gelo. Tomo muito chá gelado e tento tomar água (rsrs). Os médicos não me proibiram de comer nada, a única coisa que tenho que evitar é tomar sol, exercícios físicos e sempre estar de repouso.

Esta semana também estou vendo a renovação do meu visto, desta vez não será como estudante, será por razões humanitárias por causa do tratamento, já estou com toda a documentação, o único que me falta é o atestado de antecedentes criminal que está para chegar do Brasil. Fora isso estou recebendo muito apoio e ajuda dos servíços sociais de Madrid, sinceramente fazem coisas que em outro mundo seria o absurdo. Falando em absurdo preciso relatar uma coisa, aqui não se vê um pessoa com menos de 60 anos doente, eu sou uma raridade, motivo de especulação, sou tratada como uma menina. No hospital, no posto de saúde ou em qualquer outro lugar sou sempre chamada de Nena, niña ou chiquitita.

Quero agradecer mais uma vez as orações de todos os meus amigos e familiares. Já disse, mas vou dizer novamente, SOU DEPENDENTE CONVICTA! Dependo de alguém para ser o que sou, não nasci para ser só, preciso da minha familia, dos velhos e novos amigos, preciso de um amor... E sinto que com as vibrações positivas de todos estou renovando minhas forças e mantendo viva a minha esperança. Recebi palavras esta semana que realmente me fizeram emocionar, que me fazem recordar o como é bom ajudar alguém e como é gratificante ser ajudada. Uma palavra, um gesto, uma oração, seja longe ou perto, a mim tem feito muito bem. Quero ter a oportunidade de um dia poder retribuir todos os gestos de carinho, serei eternamente grata e creio que o processo do tratamento e a cura será uma vitória de todos nós.

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Eliana Guedes
http://twitter.com/elianaguedes

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Informe médico

Informe do Hospital Clinico San Carlos de Madrid (España) onde faço o tratamento e acompanhamento.


Clique sobre a imagem para maximizar.

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Eliana Guedes

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Vale a pena?

Teoricamente já expliquei no que consiste um catéter e o processo de inserção. Agora vou tentar dizer o que é passar por isto.

Deixando de lado o nervosismo e a vontade de sair correndo, me senti apavorada e totalmente desamparada ao entrar pela terceira vez na sala de cirúrgia. A sensação é a mesma: sala fria, um vazio sem tamanho, pessoas estranhas, cheiro de morte. As únicas coisas que não me deixavam esquecer que "eu era eu" era a pulseira que levava no braço esquerdo e o anel que estava no dedo anelar do mesmo braço. As demais coisas não me pertenciam, não faziam parte de mim, nem mesmo o medo que senti ao ouvir o médico dizendo que seria simples e se necessário o anestesista estaria ali para me dar um anestésico calmante.

O médico me cobriu dos pés a cabeça, apenas parte do pescoço e do peito direito estava exposto. Começou pela limpeza, anestesia local, depois um corte (redondo na derme e epiderme) e logo, a introdução do catéter até a via aorta. Dor mesclada com ardor e a forte pressão pela inserção.

Uma sensação até então desconhecida, tenho a impressão que estava do avesso. A cada dia uma dor diferente, uma sensação nova, o que será hoje? o que será amanhã?

O pior ainda estava por vim. Terminado não sabia o que era o que, quando me dei conta do que tinha em meu peito desmaiei, é uma das coisas mais fortes que já vi em toda a minha vida! precisei de ajuda para trocar a roupa, precisei de uma cadeira de roda para locomover, precisei chorar para acalmar. Depois disso fiquei três horas de observação.

Me pergunto: DEUS É JUSTO? se for, ainda estou pra ver...

Amanhã começa o segundo ciclo e sei que não será mais fácil do que este, muito pelo contrário. E digo, estou vivendo graças a fé dos outros, graça a minha vontade de viver e comer (faço isto não por mim), graças ao amor e a piedade de minha mãe.

Antes pensava que não seria tão difícil, creía que os efeitos não seriam tão massacrantes, pensei que teria mais força. Me enganei! Sofro o doblo, não tenho forças, aos poucos a luz está apagando. Não encontro um motivo para me fazer abrir os olhos, não tenho uma razão para ter forças.

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Eliana Guedes

domingo, 9 de agosto de 2009

Jueves



La Oreja de Van Gogh

Si fuera más guapa y un poco más lista
Si fuera especial, si fuera de revista
Tendría el valor de cruzar el vagón
Y preguntarte quién eres.

Te sientas en frente y ni te imaginas
Que llevo por ti mi falda más bonita.
Y al verte lanzar un bostezo al cristal
Se inundan mis pupilas.

De pronto me miras, te miro y suspiras
Yo cierro los ojos, tú apartas la vista
Apenas respiro me hago pequeñita
Y me pongo a temblar

Y así pasan los días, de lunes a viernes
Como las golondrinas del poema de Bécquer
De estación a estación Enfrente tú y yo
Va y viene el silencio.

De pronto me miras, te miro y suspiras
Yo cierro los ojos, tú apartas la vista
Apenas respiro, me hago pequeñita
Y me pongo a temblar.

Y entonces ocurre, despiertan mis labios
Pronuncian tu nombre tartamudeando.
Supongo que piensas que chica más tonta
Y me quiero morir.

Pero el tiempo se para y te acercas diciendo
Yo no te conozco y ya te echaba de menos.
Cada mañana rechazo el directo
Y elijo este tren.

Y ya estamos llegando, mi vida ha cambiado
Un día especial este once de Marzo.
Me tomas la mano, llegamos a un túnel
Que apaga la luz.

Te encuentro la cara, gracias a mis manos.
Me vuelvo valiente y te beso en los labios.
Dices que me quieres y yo te regalo
El último soplo de mi corazón.

sábado, 8 de agosto de 2009

Novo visual!!!



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Eliana Guedes


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Bolo de milho


1 lata de milho verde
3 ovos inteiros
8 colheres de sopa de fubá
1 copo e 1/2 de açúcar
1/2 copo de óleo de soja
1 copo de leite

1 colher de fermento

Caso queira pode-se colocar coco ralado e leite de coco (neste caso deve-se diminuir a quantidade de leite para 1/2 copo).

1- Bater todos os ingredientes no liquidificador;
2- Untar uma forma redonda com margarina e polvilhar com farinha de trigo, facilita para desenformar depois de frio;
3- Leve em forno moderado por aproximadamente 40 minutos.

Nada melhor do que acompanhado de um bom cafezinho e as amigas:-)

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Eliana Guedes

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fim do primeiro ciclo


Ontem terminei o primeiro ciclo da quimioterapia tomando Prednison.

Hoje voltei ao médico, fiz análise e passei na consulta. Graças a Deus tudo está controlado. A resistência baixou um pouco, mas já era esperado por causa dos efeitos do tratamento. O melhor é que as plaquetas aumentaram para 229 mil. Outra notícia é que a medula óssea está livre de qualquer contaminação.

Espero ter uma semana tranquila, já que semana que vem vai começar pelo catéter, por mais simples que dizem ser, me assusta.

A diferença da via intravenosa para o catéter vascular é a durabilidade e não destroe nem afeta com facilidade. O catéter tem uma porção que estimula o crescimento do tecido para sustentar e manter sem se locomover. A inserção é feito pelo radiólogo que realiza uma fluroscopía (raio X) para direcionar e posicionar o catéter dentro do corpo e com um ultrasonido para guiar a posição exata. E logo após a inserção realiza-se uma radiografia para certificar o procedimento.

Segundo informações o procedimento é feito com anestésico local e pode-se sentir um breve ardor antes do efeito. No momento da inserção sente-se uma pressão e dor e a mesma sensação se sente quando fazem o tal do "túnel". A cicatrização acontece de 7 a 10 dias e deve inserir heparina diariamente para prevenir a formação de coagulos e a destruição do catéter (este procedimento é feito em casa).

Continuo tomando as medicações auxiliares: Omeprazol (para o estômago), Zyloric (para eliminar o ácido úrico) e Septrin (antibiótico).

Durante o primeiro ciclo me senti incomodada, dores no corpo, na cabeça, nas pernas, no rosto (ás vezes não conseguia abrir a boca), mal estar, naúseas (sem vômito), diarréia, perda de apetite e insônia. Um sofrimento suportável e superado!

Há dois dias meus cabelos e pêlos estão caindo, creio que em um par de dias não os terei mais. Entendo perfeitamente que cabelos crescem. Ruim ou bom vão crescer, o difícil está sendo convencer o meu psicológico, o meu lado mulher.

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Eliana Guedes

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Se não sabe ajudar não dificulta!


Hoje estou me perguntando sobre umas coisas. O comportamento das pessoas, a atitude, a sensibilidade. Não é a primeira vez que tenho câncer, não é a primeira vez que penso sobre as pessoas que estão ao meu redor. É um momento de aproximação e também de afastamento. Pessoas que menos você espera se aproxima, ajuda, acalma, zela, faz orações. Pessoas que conheço de anos, pessoas que conheço a pouco. Pessoas que nem sabe quem sou, pessoas que me conhecem até do avesso. Entretanto, existe aquelas que conheço de anos e até da familia que se vão. Se afastam! Por quê?

Tenho três respostas:

1 - Medo de pegar a doença;
2 - Não sabe como ajudar;
3 - Apatia.

Primeiro, câncer não é contagioso, nenhum tipo de câncer, nem mesmo os produzidos por vírus. Então deixa de neuras!

Segundo, não sabe ajudar? Ajudar não significa ter dó nem piedade, ajudar significa ser solidário, auxiliar, assistir, socorrer. E quando queremos, sabemos ajudar. Ajudar a fazer o dia da pessoa diferente, perguntar se precisa de um copo com água, um carinho, um cafuné, uma mensagem, uma oração, existem uma infinidades de formas de ajudar! E outra, está comprovado que a distância não impede de ajudar. Se pode estar presente mesmo morando do outro lado do Atlântico. Se pode estar ausente mesmo vivendo na mesma casa.

Terceiro, falta de sensibilidade é grave. Ter a coragem de ver o próximo sofrendo e não perguntar como estás, o que precisa, não ter empatia. Fazer de conta que tudo está normal e que nada vai atingi-lo. Me pergunto como pode uma pessoa assim ser boa para alguém? Como pode ainda ter alguém para ajudá-lo? Já me declarei dependente convicta, não sou ninguém sem alguém! Não sei como alguém tem a capacidade de ser autosuficiente para achar que pode viver só. O que penso é o seguinte, pessoas assim que se mostram indiferentes podem ter dois caminhos: Morrer na praia ou então aprender pela dor. Já que se mostra frio e distante, não tem como aprender com o sofrimentos dos outros, não tem capacidade de amar nem a sí próprio e muito menos os seus.

Meu conselho seria: Vamos ajudar, não estou dizendo isso porque preciso de ajuda. Mas porque todos nós precisamos de ajuda. E antes de ajudar um desconhecido, veja ao seu redor, veja sua mãe, seu pai, seus filhos, irmãos, amigos. Sempre terá alguém carente do calor de um abraço, de um beijo. Não sou contra ajudar alguém desconhecido, sou super a favor, "AJUDAR SEMPRE, INDEPENDENTE DE QUEM SEJA", o que não gosto é o tipo que ajuda Deus e o mundo e é incapaz de ajudar a esposa e o filho.

E por fim, se nenhum destes casos ainda não ajudar a amolecer o coração e cambiar de opinião, só lhe resta uma opção: " Tem medo de ter a doença, não sabe como ajudar, é insensível - então presta atenção - Não precisa facilitar a vida das pessoas "APENAS NÃO DIFICULTA".

Sou um pessoa de sorte, até mesmo sem merecer, se for fazer a lista das pessoas que me ajudam, que fazem do meu dia diferente, que me alegram, que me mandam mensagens, que me contam qualquer coisa para que eu esqueça o momento, se for apontar os nomes não caberia em um post, não caberia em dois. Nem tento, porque como são tantas pessoas tenho até medo de olvidar alguém. Só sei que sou uma pessoa de sorte grande!

E, no meio de tantas dificuldades estou aprendendo que ajudar é mais importante do que sair por ae dizendo que ama, "ajudar é executar, é por a mão na massa em prol de alguém!"

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Eliana Guedes

Os Passos para a Adoção

Você quer adotar uma criança, mas não sabe por onde começar? Então, saiba que não está sozinho.

De acordo com a pesquisa Percepção da População Brasileira sobre a Adoção, da Associação dos Magistrados Brasileiros, feita em 2008, a maior parte da população brasileira não sabe quais são os passos para a adoção. Os números espantam: cerca de 37% deles procurariam crianças e maternidades e 28% em abrigos. Apenas um terço recorreria ao local certo, as Varas da Infância e Juventude espalhadas pelo país.

Para ajudá-lo nessa tarefa, a Revista Crescer listou os 10 passos principais que você deve seguir.

Confira:

1. Procure o Juizado da Infância e da Juventude mais próximo de sua casa para entrar no Cadastro Nacional de Adoção (se preferir, você pode contratar um advogado de Família de sua confiança, especializado em processos de adoção). Ligue antes para saber quais documentos levar – eles variam entre os juizados. Pessoas solteiras, divorciadas e judicialmente separadas também podem adotar, desde que sejam maiores de 18 anos (artigo 1618 do Código Civil) e pelo menos 16 anos mais velho que o adotado (art. 1.619). A Justiça ainda não prevê adoção por casais homossexuais, mas é cada vez mais comum pais do mesmo sexo conseguirem registrar a criança no nome dos dois após decisões judiciais.

2. No cadastro, indique o perfil da criança que deseja. Você pode escolher o sexo, a idade (no caso de crianças maiores de 3 anos, é chamada de adoção tardia), o tipo físico e as condições de saúde. Pense com calma e converse com outros pais para saber o que é bacana e o que não é em cada escolha.

3. Até dois meses, uma psicóloga do juizado agendará uma entrevista para conhecer seu estilo de vida, renda financeira e estado emocional. Ela também pode achar necessário que uma assistente social visite sua casa para avaliar se a moradia está em condições de receber uma criança. Teoricamente, o poder aquisitivo influencia, mas não é decisório.

4. A partir das informações no seu cadastro e do laudo final da psicóloga, o juiz dará seu parecer. Isso pode demorar mais um mês, dependendo do juizado. Com sua ficha aprovada, você ganhará o Certificado de Habilitação para Adotar, válido por dois anos em território nacional.

5. Sua ficha pode não ser aprovada. O motivo pode ser desde a renda financeira até um estilo de vida incompatível com a criação de uma criança. Se isso acontecer, procure saber as razões. Você poderá fazer as mudanças necessárias ou até mesmo recorrer à Justiça e começar o processo novamente.

6. Com o certificado, você entrará automaticamente na fila de adoção nacional e aguardará até aparecer uma criança com o perfil desejado. Ou poderá usar o certificado para adotar alguém que conhece. Nesse caso, o processo é diferente: você vai precisar de um advogado para entrar com o pedido no juizado.

7. A espera pela criança varia conforme o perfil escolhido. Meninas recém-nascidas, loiras, com olhos azuis e saúde perfeita – a maioria dos pedidos – podem demorar até cinco anos. A lei não proíbe, mas alguns juízes são contra a separação de irmãos e podem lhe dar a opção de adotar a família toda. E não esqueça: a adoção depende do consentimento dos pais ou dos representantes legais de quem se deseja adotar, além da concordância deste - se tiver mais de 12 anos. A exceção fica para o caso de criança ou adolescentes cujos pais sejam desconhecidos, falecidos ou tenham sido destituídos do poder familiar (o antigo pátrio poder).

8. Você é chamado para conhecer uma criança. Se quiser, já pode levá-la para casa. Quando o relacionamento corre bem, o responsável recebe a guarda provisória, que pode se estender por um ano. No caso dos menores de 2 anos, você terá a guarda definitiva. Crianças maiores passam antes por um estágio de convivência, uma espécie de adaptação, por tempo determinado pelo juiz e avaliado pela assistente social.

9. Depois de dar a guarda definitiva, o juizado emitirá uma nova certidão de nascimento para a criança, já com o sobrenome da nova família. Você poderá trocar também o primeiro nome dela. As relações de parentesco se estabelecem não só entre o adotante e o adotado, como também entre aquele e os descendentes deste e entre o adotado e todos os parentes do adotante.

10. E, por fim, lembre-se do mais importante: o vínculo de amor não depende da genética.

fonte: revista crescer

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Eliana Guedes

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Careca... Careca... Carequinha


A quimioterapia tem várias fases: o início é mais agressivo, dores, falta de apetite, mal-estar, incomodo e vontade de chorar. Um dia bem, outro mal, momentos em que parece que o corpo já não suporta mas e outros que parece que esbanja saúde. Mas, o pior que vejo é a perda dos cabelos. Perder o cabelo pode parecer o mais simples, até porque não vai demorar muito a crescer, pelo menos espero. Para uma mulher mexe com o mais bonito que tem, a BELEZA! Nem adiante dizer que não, porque é real, 100% das mulheres que fazem quimioterapia se sentem menos feminina sem os cabelos. E das três coisas que mais gosto em meu corpo a primeira são os cabelos. As outras duas contarei outro dia!

Por meus cabelos sou capaz de gastar muito dinheiro, sou capaz de ir ao Brasil só para visitar minha querida cabeleleira Nalva. Sou capaz de comprar Shampoo e condicionador dos Estados Unidos, faço qualquer coisa... Porque gosto deles, gostava! Agora já estão indo... Já fiz loucuras por eles. (rsrsrs).

Bom, nem tudo está perdido. Costumo dizer que NADA SERÁ PIOR DO QUE TUDO QUE JÁ PASSEI. Impossível ser!

É verão e há uma infinidades de coisas que vou poder usar para disfarçar a careca. Bonés, chapéus, lenços, faixas. Uma amiga já prometeu enviar uma peruca maravilhosa de Barcelona, o que seria de mim sem as pessoas boas deste mundo? Não prometo fazer cara de mulher maravilha, mas vou tentar não descer do salto! Manter a pose de "chique".

Mais uma vez quero agradecer o carinho de todos meus amigos e familia, agradecer a atenção, as orações, as promessas, os presentes. Agradecer a preocupação, o jeitinho especial que cada um tem de fazer o meu dia diferente... Cada vez mais tenho a certeza que não sou ninguém sem alguém. Preciso de todos para viver, para respirar, para sonhar, para desejar e para continuar lutando! Sou uma dependente convicta!

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Eliana Guedes

sábado, 1 de agosto de 2009

Moda Solidária!


É possível sobreviver todo o ano sem mudar de vestido?


Parece uma façanha difícil de se conseguir, ainda mais que somos bombardiadas e seduzidas pela publicidade da moda, que nem sempre mantemos o controle. Navegando pela internet encontrei um projeto muito interessante, não sei se participaria, mas que é curioso é! A discussão começa com o Uniform Project, uma iniciativa conjunta liderada por Sheena Matheiken, que se comprometeu a passar um ano inteiro usando o mesmo modelo de vestido combinando com vários acessórios para criar modelitos deslumbrantes para o dia-a-dia.


Sheena tem 7 vestidos iguais, um para cada dia da semana, que será repetido durante os 365 dias. Os acessórios que são adicionados são sobretudo peças artesanais, ou comprados no ebay Etsy, brechós e especialmente doações de diferentes designers ou qualquer pessoa que queira colaborar com a causa. Os benefícios económicos derivados da experiência (você também pode fazer doações de dinheiro) irá para o Akanksha Foundation, uma organização cujo objetivo é permitir que as crianças de bairros mais pobres da Índia sejam alfabetizadas.



Sheena demonstrará dia-a-dia que se pode vestir bem sem gastar muito dinheiro. O projeto começou em maio e ainda há muitos meses que se seguem. O que estará preparando para amanhã?


Topas participar desta campanha?

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Eliana Guedes